quarta-feira, novembro 30, 2005

Ser feliz


E bom sabermos e podermos identificar o que nos faz felizes, para usufruirmos ao máximo das coisas boas.
Há uns anos atrás, cada vez q saía à noite e a passava a dançar, sentia-me revitalizada. Agora já nem tanto.
Em contrapartida, cada vez que venho de um concertos dos XP sinto-me com uma alma nova. Ora, três noites seguidas tiveram o efeito não triplo, mas ao cubo... No mínimo.
Não sei se me faço entender, é que nem eu consigo passar para palavras o que de bom estas três noites me trouxeram. O que sinto, no rescaldo.
Fico com o coração a bater intermitentemente. Mas com muita força!
Obrigado à companhia de estrada
;-)

(Não é a da foto, essa está lá em cima. A companhia que vai comigo e fica ao meu lado!)

segunda-feira, novembro 28, 2005

Rescaldo do Coliseu


As minhas emoções ainda estão um bocado a quente, não sei se já tenho capacidade de pôr as palavras no sítio. Foi muito, muito forte mesmo!
Eu na 5ª estava danada: Não é que me marcaram uma reunião para o dia seguinte às 10h! Que raio de ideia!!! Mas que se lixe: Primeiro o concerto, depois logo me preocupo com as sequelas.
Cheguei e depois do stress com a venda do bilhete a mais (CONSEGUI!!! E antes de abrirem as portas!!) cheguei-me logo ao Tata, a primeira de algumas caras conhecidas. É que nomes conheço muitos, agora queria saber quem eram!
O tempo passava… A marcha lenta escada acima, degrau a degrau e cada vez mais. A vaca louca, que perdeu a cabeça com estas três noites mas não parou de cantar (LINDOO!). O equipamento para cima e para baixo a empurrar aquela amigável massa humana de encontro à parede – e toda a gente muito prestável, não é? Todos queriam ajudar a levar as mesinhas! E depois todos para baixo, que a corda não estava lá só para enfeitar. Querem entrar, é em filinha de encontro à parede!!

Esquadrão da morte avança no escuro e sinto em frente a sombra de um muro

Brincadeirinha… Os seguranças eram boa gente, tirando aquele sorriso sádico com que olhavam lá de cima antes de abrirem as portas.
Depois de subir a escada e passar o tal muro, foi o fim do mundo. Transformar toda a energia existente no corpo na concretização de um único objectivo: Um lugar na grade. Corri com quantas forças tinha mas já só lá cheguei com um braço – foi mau já lá haver tanta gente quando entraram os primeiros – mas Que Se Lixe. Já é o suficiente para pôr os casacos lá dentro e forçar a corrente que vem de trás, em ondas de pessoal.
A primeira coisa que me espantou foi ter começado à hora marcada. Certinho! E não me surpreendeu que não se alongassem, no fim do espectáculo, afinal ainda faltavam dois dias para acabar a maratona.
Soube tão bem ouvir por duas vezes aquele “Txau malta! Até amanhã!!!”
Para quem estava à espera que o público – por haver muita gente com menos anos de idade que os Xutos têm de carreira – abrandasse nas músicas mais antigas, Alta Rotação deitou por terra esses receios: Do princípio ao fim, TODOS, sempre a rasgar!! E a força do Esquadrão da Morte, no fim? Já no Se Me Amas (e não só, mas também), o equívoco veio do palco. Ai este rapaz…
Bom, como no dia seguinte havia a tal reunião não me alonguei com loucuras de ir ter com eles. Fiz como já tinha pensado, ao não levar os livros que queria assinados e deixei esse desejo para o dia seguinte.
O caminho para o 2º desejo já foi feito com tanta adrenalina (sabia lá eu… No dia seguinte sim, a adrenalina era TANTA que subi a até à cabeça e ficava a borbulhar por não poder sair. Até doía!!) que comecei por apanhar o metro em sentido contrário. Demos por nós em Carnide!
Ok. Volta para trás (íamos deixando escapar os Restauradores, foi por um triz), chega, tudo em ordem. Hoje já conhecia mais gente e a falta de assunto começava a escassear. Ao entrar, consegui correr mais e aí sim, a grade foi minha!!! Do princípio ao fim do concerto e protegida do moche por uma “parede”: o rapaz que ficou atrás de mim era enorme! Era muito fixe, mas não sei o nome. Sei que uma noite levou com Corvos em vez de Xutos, à conta de um engano no calendário. E olha que para engano, nada mau…
O 2º desejo foi um espanto, apesar de muita gente levar demasiado à letra o Jogo do Empurra. Desses, foi pena terem saído tão poucos pela frente.
Pensão. Ainda não foi desta (nem seria da próxima) que ouvi a minha música. Sim, é minha e toda minha! Acho que no dia em que isso acontecer me sai uma bola de fogo do peito e se funde com as luzes do palco… Já faltou mais!
Não houve (nem ouve) essa mas Nós Dois marcou a posição. Eu sei que há quem considere que os Xutos andam a tocar baladas a mais e “a gente quer é Rock”. Mas eu quero é que se lixem. Que músicas incríveis!!! Bem continuadas com a entrada da Maria!
Bom, já mês estou a perder. Cada música me traz uma lembrança, um desejo, uma sensação diferente e é difícil escrever com a mente a deslizar. O Que Foi Não Volta a Ser lembrou-me o Sudoeste, onde foi acompanhada por fotos dos rapazes quando ainda eram putos, de alma mas corpo também. Barcos Gregos lembraram-me castanhas… E o Mergulho, que desta vez não teve água, nem faíscas, mas também não precisou…
A Casinha, para muita alegria minha, deu-me o prazer de não ser a última música!
Quero deixar aqui os meus parabens aos DaPunkSportif que conseguiram subornar com a sua própria música a malta que berrava pelos Xutos e deixar tudo a saltar! Belíssima primeira parte!
E hoje sim, depois do concerto consegui (quase por artes mágicas… devem ter sido os pozinhos de perlimpimpim) chegar ao pé deles, falar, chatear a pedir fotos e assinaturas. Sim, mais assinaturas. É que agora, se a Segurança Social já não tiver reforma para mim o Conta-me Histórias assinado ainda me pode garantir uns pratos de sopa!
Também tive o privilégio de trocar umas palavras com o Palma e de lhe dizer o quanto gosto do seu trabalho. Mas estava tão eléctrica que nem me lembro bem do que disse mais, provavelmente disparates. E fui tão estúpida que me esqueci de lhe dizer o mais importante (será que o meu tio me desculpa?!!) MULA! Alguém ainda tem por aí aquela foto do burro, que saiu há dias??
Apartes à parte, porque sim ou porque gosto de sobrevalorizar tudo o que de bom me acontece, considero que naquela noite me saiu a sorte grande e a terminação. E isso faz-me sorrir ainda mais; quem me viu estes três dias percebe o que quero dizer.
No último dia eu já não cabia em mim. Acordei tarde mas ligada à corrente, até estava com receio de tomar banho. Ainda por cima a necessária coordenação para ir buscar a t-shirt e chegar à grade ao mesmo tempo – o que consegui, graças ao trabalho de equipa. É bonito ver a união que os Xutos promovem e quem conheceu pessoalmente, como eu, montes de gente familiar do mundo virtual, de certeza também o sente. Muito obrigado a todos vocês que (re)conheci e revi estes dias, agora faz para mim muito mais sentido um encontro algures, num dia qualquer.
Voltando à música: Quando percebi o porquê dos acordes da Casinha tão cedo, emocionei-me como uma Madalena. Grande Milú, uma senhora tão bonita quanto em jovem, com a distinção que a idade lhe deu, bem mereceu aquela homenagem. Podia já ter ouvido falar deste fenómeno, mas duvido que o imaginasse assim! Aliás, duvido uma ova! As suas expressões do princípio ao fim da música disseram tudo. E mesmo agora volto a emocionar-me… Isto é que é uma porra!
Depois, há que reconhecer, o público falhou. Não todo, mas Busca e Outro País deixaram ouvir bem se o Tim estava afinado! Ele ria, com aquela mania de percorrer as 1as filas a pente fino quando canta velhas glórias. O Gui até esticava as orelhas!! Mas já Toca e Foge, Quero-te, Se Me Amas, e até I Love To Play foram rasgadinhas até à medula! Ou os jovens as sabiam ou os “cotas” estavam possuídos!!
Pela minha parte sinto-me renascida. Apesar de a Marta ter corrido comigo e não me deixar ir lá dentro (nem era por mim, era pela minha cunhada…) sinto-me como se toda a minha energia acumulada tivesse sido substituída por outra nova, prontinha a usar mas à espera da sua vez.
Estou à espera…
Espero não ter de esperar muito!

Desculpem ter-vos tomado tanto tempo (se leram), mas elas foram saindo… Estas três noites serão das melhores para recordar, mesmo contando com as que ainda estão para vir. Conto com, daqui a 4 anos, um especial XXX. Material para isso há com fartura…

sábado, novembro 26, 2005

Pede 1, 2, 3 desejooooooooooos


Sem forças para mais, depois do 2º desejo - que superou todas as expectativas, até bem depois do concerto.
Já tenho todas as assinaturas na fotobiografia (faltavam duas) e no... CONTA-ME HISTÓRIAS, que eles sorriram ao ver.
De fininho de fininho, depois do concerto: corredor... porta lateral... um certo aglomerado de malta. Jeitinho aqui, jeitinho ali... e e is que senão quando...
A PORTA ABRIU-SE!
E mais... NINGUÉM BARROU A ENTRADA!
A porta ia dar ao bar interior do Coliseu, onde estavam músicos artistas, músicos convidados e penetras cheios de música, como uns e outras.
Foi fixe falar também com o Palma. Gosto muito dele.
E com esta imagem que ficará muito bem a personalizar o vosso desktop, vos desejo
Uma boa noite!
Ou dia...

quinta-feira, novembro 24, 2005

Recebi este texto por mail e achei que valia a pena ser partilhado

«A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de Pessoal na Volkswagen.
A pessoa foi aceite e seu texto está a fazer furor na Internet, pela sua criatividade e sensibilidade. Vale mesmo a pena ler...

Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, ja me queimei a brincar com uma vela, ja fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, ja falei com o espelho, ja fingi ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; já me escondi atras da cortina e deixei esquecidos os pés de fora; já estive sob o chuveiro até fazer chichi.
Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, ja me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer. Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, ja subi a uma arvore para roubar fruta, ja caí por uma escada.
Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; ja fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.
Já corri para não deixar alguém a chorar, ja fiquei só no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única.
Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, ja mergulhei na piscina e não quis sair mais, ja tomei whisky até sentir meus lábios dormentes, ja olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.
Já senti medo da escuridão, ja tremi de nervos, ja quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial, ja acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.
Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, ja me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um "para sempre" pela metade.
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.
Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...
Agora, um questionario pergunta-me, grita-me desde o papel:
" -Qual é a sua experiência?"
Essa pergunta fez eco no meu cérebro.
"Experiência.... "Experiência...»" Sera que cultivar sorrisos é experiência? Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionario:
- Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???"
»

quarta-feira, novembro 23, 2005

Dona Feliz

Estou longe da Família da Folha, mas o meu gato ligou a webcam e mostrou-me a gata, que ia a passar.
Não sei como é que os gatos veem (aquelas histórias das cores e das 3 dimensões...) mas sei que quando a minha gatinha me viu e ouviu, desatou a ronronar.

SOU UMA DONA FELIZ!!!

terça-feira, novembro 22, 2005

Dar para receber


As pessoas (todas, depende de altura) têm a eterna mania de se fazerem de vítimas. No caso presente, refiro-me aos relacionamentos amorosos.
Porque ele não me faz as vontades, porque ela tem que ter sempre razão, porque ele não me leva a passear, porque ela não liga se eu chego tarde ou cedo, porque ele nem repara em mim, porque ela não me dá satisfações...

DDDAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

E se parássemos um bocadinho de olhar para o umbigo?

Porque é que em vez de ficar à espera não provocamos as situações?

Em vez de esperar um elogio, pergunta: "Gostas do meu vestido novo?"
Em vez de aguardar um convite, faz um jantar romântico
Um vez de sonhar com um abraço, dá um beijo

Mas, principalmente, faz sem data, sem marcação, sem motivo. Faz porque sim. Faz porque apetece, porque te lembraste, porque gostas.
Dá o dobro dos beijos que te apetece receber e quando te perguntarem porquê, responde: "São os meus e os teus"

E diz que gostas. Diz que amas. Diz que a vida melhorou desde aquele dia, se na verdade acreditas nisso. Eu acredito. E eu sei que para mim, nada me dá mais confiança que saber que gostam de mim. e como é que eu sei? Pelo que vejo, pelo que sinto, pelo que oiço. E quanto mais sei, mais gosto. E quanto mais digo, mais sei.

E sei que é tão bom receber um beijo como dá-lo...

domingo, novembro 20, 2005

Folhas soltas


Com o passar do tempo há o que nasce e se perde na Folha, o que se faz e o que se renova.

Folhas soltas...

sexta-feira, novembro 18, 2005

Uma nova etapa na vida


6ª feira, visita a casa de uns amigos. Chegam uns, saem outros e no meio da conversa surge a pergunta das idades. E replica-me a garota de 16 anos:
"Foge, és quase da idade da minha mãe!"

"És quase da idade da minha mãe" é algo que, definitivamente, ainda nunca me tinham dito...

domingo, novembro 13, 2005

Mesa da Folha


Mesa da Folha, concebida e construída pelo Paulo e pintada por mim.
eme merece todos os créditos, pois desde a madeira até às cores saíu tudo daquela cabecinha!!

segunda-feira, novembro 07, 2005

Cores da chuva